Entrevistas com Mestres – Pedro Paixão Ratto

Mais um mestre nos deu a honra de sua visita e de suas impressões, essa semana, o mestre Splinter, digo, o mestre Rato e sua visão do AWE

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1 – Qual foi a sua primeira experiência com jogos PbtA, como conheceu jogos com a apocalypse engine a primeira vez que narrou usando ela?

Eu conheci a Apocalypse Engine quando um amigo narrou Dungeon World para mim há mais ou menos dois anos atrás. Achei o sistema muito fácil e dinâmico, e, logo após ler o livro, me senti confiante a narrar pela primeira vez. Confesso que não foi muito bom, pois ainda tinha os vícios de rpgs clássicos.

2 – O que você precisou mudar na forma que mestrava antes e o que levou dessa engina para os outros sistemas que usa?

Eu precisei “desaprender” tudo o que eu sabia sobre os outros sistemas. Os sistemas clássicos deixam muitos vícios. Com a Apocalypse Engine eu levei a ideia de perguntar. Ás vezes eu deixo os jogadores inventarem mais do que o sistema que estou usando permite. Também tenho dificuldade de continuar “escondendo” informação dos jogadores. Eu geralmente descrevo toda a cena com detalhes, tirando a necessidade dos testes de “observar”.

3 – Quais dicas tem para mestres iniciantes ou ainda para mestres de uma forma geral, a partir do seu aprendizado com jogos PbtA?

Minha dica é: esqueça tudo o que você sabe sobre D&D, storytelling ou outro sistema de rpg que você conheça. Comece tudo do zero. Eu costumo a ver novos narradores engessarem suas mesas usando “movimentos mecânicos”; ou seja, atribuem o mesmo movimento para a mesma ação, mesmo que a cena não permita.

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4 – Conte uma das suas experiência mais divertidas ou marcantes em um jogo que usa a AWE e porque lembra dela.

Eu tive um colega na faculdade com um problema para falar em público. Ele tremia e gaguejava ao apresentar seus trabalhos. Chamei-o para uma mesa de Dungeon World e, por acaso, eu o deixei apresentar seu Bárbaro por último. Na vez dele, ele deu um suspiro estilo Hortência e começou:

– Eu sou Jor!, e venho da distante vila de Rock and Roll…! – eu dei um pulo da cadeira, pois não era o mesmo amigo de antes; era realmente Jor, sem gaguejar ou tremer.

(Nota do Editor, eu estava lá!!!)

Depois disso, quando eu o via vacilando antes de uma apresentação, eu o lembrava de Jor. Ele sorria, suspirava como no dia do jogo e esquecia seu medo, apresentando seus trabalhos com firmeza. Isso me marcou muito de forma positiva.

5 – Fale um pouco sobre sua experiência com RPG como um todo e seus trabalhos na área, e como podemos jogar com você! 

Eu comecei a jogar e narrar AD&D pouco antes do ano 2000, quando ainda era adolescente. Eu adorava narrar d20 system. Já joguei um pouco de storytelling, mas nunca fui um bom mestre nesse sistema. Também experimentei 3d&t e até o antigo Daemon.

Mas me apaixonei pela AWE e venho estudado bastante sobre o sistema. Atualmente estou terminando o meu primeiro livro, o Galaxy World, baseado na AWE, com regras para jogos intergaláticos. Ele está em fase de testes e ainda vai demorar um pouco para sair para o público, mas espero que muita gente se divirta com ele. Qualquer um pode me encontrar nas redes sociais e em eventos de RPG e, se houver vaga, pode sentar e jogar.

Dificilmente jogo online, pois gosto de jogar pessoalmente. Gosto de interpretar e gesticulo bastante, por outro lado gosto de ver a resposta dos jogadores estampada em seus rostos. Adoro divertir meus jogadores.

O Galaxy World não é um complemento do Apocalypse World ou Dungeon World. Todas as regras estão lá contidas. Usei como referência filmes, animês, livros e hq’s como Star Wars, Star Trek, Alien, o Exterminador do Futuro, Cowboy Beebop, os Guardiões da Galáxia, Macross, o Guia do Mochileiro das Galáxias… e muito mais. Portanto, com o GW, você poderá criar todo um universo novo e estranho, com uma narrativa digna de um filme de ação de sci-fi. As regras foram pensadas para esse fim. Espero agradar o mais aficionado dos fãs de ficção científica, jogadores experientes de rpg e aqueles que não tem tanto ou nenhuma experiência nos jogos narrativos.

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Até breve e aguardem a próxima matéria com mais um mestre!

Gostou?, sugira um bom mestre de RPG que use AWE em suas mesas para podermos entrevistar e divulgar!

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